EM: o mundo do trabalho

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Hoje venho falar-vos da EM e do mundo do trabalho, uma realidade que é preciso discutir abertamente, pois a maioria dos diagnósticos acontece numa idade em que as pessoas estão no início ou num momento-chave da sua vida profissional.

É frequente que a pessoa com EM deixe de trabalhar, mesmo antes do surgimento de sintomas que dificultem as tarefas, por sua decisão ou porque se sentiu pressionada a fazê-lo. E a verdade é que o momento logo após o diagnóstico nunca pode ser bom para tomar qualquer decisão.

De uma forma geral, existem alguns obstáculos a enfrentar no local de trabalho, nomeadamente um ambiente não fisicamente adaptado ou condicionado a novas necessidades (um elevador, por exemplo). Mas a maior condicionante pode ser a ignorância que ainda existe por parte dos colegas de trabalho e da entidade empregadora, levando a que se recusem a manter ou a contratar alguém com EM.

A maioria destas pessoas poderiam continuar a trabalhar, bastando para isso algumas adaptações no local de trabalho (mudar responsabilidades, equipamentos ou local) ou, simplesmente, ter um lugar de estacionamento perto do trabalho ou um horário flexível.

Ou então (porque não?) procurar um emprego diferente. Esta é uma mudança drástica, mas às vezes necessária. Quem sabe não encontra a sua verdadeira vocação!

É importante que a pessoa com EM se prepare para revelar a sua condição, com confiança e de forma positiva. Para que isso seja possível, é fundamental uma boa estratégia e pensar com antecedência sobre o que pretende. A comunicação aberta e honesta é a melhor maneira de evitar confusões desnecessárias.

No meu caso, tive toda a compreensão por parte da minha entidade patronal. Mas também lhes dei toda a minha honestidade! E faço exatamente aquilo que gostava de fazer. Trabalho num laboratório de Patologia Clínica em Análises Clínicas, área na qual tirei o meu mestrado e que sempre foi a minha ambição em termos profissionais e não sinto qualquer limitação. Afinal, a felicidade também se procura!

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