Uma nova realidade: é só preciso coragem!

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É extremamente complicado para alguém jovem, em plena vida ativa, receber o diagnóstico de Esclerose Múltipla (EM). É precisa muita coragem. E eu, num determinado momento, optei por tê-la. Costumo dizer que agarrei as rédeas da doença, antes que a doença me controlasse a mim.

Apesar de um prognóstico terrível, inclusive o cenário assustador de uma cadeira de rodas, a verdade é que passados 15 anos de convivência com a doença, tenho uma vida ativa, realizada e plena. Sou bióloga, trabalho num laboratório, sou esposa e mais recentemente também sou mãe de uma linda menina!

Sim, há dias em que preciso de um pouco mais de força para enfrentar os desafios do dia-a-dia atarefado, mas posso dizer que, como qualquer outra pessoa, consigo ultrapassá-los!

E, se é verdade que a doença pode ter algum ou mesmo um grande impacto na vida pessoal e profissional e afetar a qualidade de vida, viver feliz com EM é cada vez mais uma realidade! Eu sou um bom exemplo disso mesmo. E quero partilhar o meu otimismo e a minha maneira positiva de olhar para a vida com todos os que, neste momento, precisam de alento.

Se no início não consegui controlar os sintomas, quando comecei a levar a doença a sério e a tomar a medicação, tudo melhorou. Isso foi possível graças ao desenvolvimento de fármacos que cada vez mais permitem controlar a doença e reduzir a percentagem de aparecimento de surtos, mas também graças ao apoio que tenho tido por parte do meu marido e de toda a minha família.

Essa ajuda preciosa tem sido muito importante e permite que eu consiga gerir todos os papeis que tenho de desempenhar, seja a nível profissional, em casa na vida doméstica, ou nos cuidados com a minha filha.

Posso dizer que sou uma pessoa realizada e feliz. A EM nunca me impediu de nada, nem sequer de ser mãe, algo que eu desejava há muito tempo, e não conseguiu fazer com que baixasse os braços. Quando olho para a minha Sofia, penso sempre que ela é a prova viva de que a nossa vontade supera tudo e todos os dias podemos superar-nos, nem que para isso tenhamos que descansar mais uma horas na noite anterior…

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